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Existem 5 tipos de cirurgias e
algumas variações das mesmas para o tratamento da obesidade
mórbida. Clique nos links abaixo e leia mais sobre cada assunto.
Caso queira mais detalhes, procure informações nas
fontes.
Nota Importante: Todas as técnicas cirúrgicas apresentam
riscos. Estes riscos são variados, dependendo da técnica e do
método a ser utilizado. Leia com atenção a respeito e informe-se
sobre os pormenores com o seu cirurgião. Leia também sobre os
Riscos que a cirurgia
oferece.
Tipos de
Cirurgia (As técnicas):
BALÃO
INTRAGÁSTRICO
É colocado via endoscopia, sem a necessidade de internação,
utilizando-se uma prótese feita de silicone com a forma de um
balão. É colocado vazio dentro do estômago e depois enchido com
soro fisiológico. Quando inflado, o balão preenche certo espaço no
estômago, dando ao paciente a sensação de saciedade. Esta técnica
é temporária. É necessária a retirada do balão 6 meses após ter
sido colocado pois o mesmo vai aos poucos sendo corroído pelos
ácidos estomacais. A retirada do balão também é feita através de
endoscopia.
É indicado a pacientes com IMC entre 35 e 40 que não conseguiram
obter sucesso com outros métodos de emagrecimento e super obesos,
que necessitam perder peso antes da cirurgia de obesidade a fim de
reduzir os riscos cirúrgicos. Mas esta técnica não-cirúrgica deve
ser acompanhada de uma reeducação alimentar pois o paciente tende
a engordar todo peso perdido após a retirada do balão, caso sua
alimentação não tenha sido modificada ao longo dos 6 meses.
IMPORTANTE: O balão intragástrico é uma medida utilizada como
auxiliar na cirurgia de obesidade. Cerca de mais de 50% dos
pacientes voltam a ganhar peso após a retirada do mesmo e, muitas
vezes, ganham mais peso de que tinham antes de colocar o balão. É
uma técnica cara pois o balão é fabricado fora do Brasil. O preço
é pago em dollar.
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BANDA
GÁSTRICA AJUSTÁVEL
Consiste em colocar uma banda de silicone em volta do estômago a
fim de diminuir a quantidade de alimentos a serem recebidos pelo
estômago. Com a passagem lenta do alimento para o estômago, o
paciente se sente saciado em pouco tempo. Como a banda limita
apenas a passagem de alimentos e não de líquidos, deve-se tomar
muito cuidado com a ingestão de líquidos calóricos.
A banda possuí ainda um balão ligado a um tubo por onde pode-se
ajustar o anel de silicone, aumentando ou diminuindo o seu
tamanho, até adaptação adequada ao paciente. É uma cirurgia que
pode ser revertida, caso o paciente não se adapte.
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BY
PASS EM Y DE ROUX
Consiste em grampear o estômago reduzindo a sua capacidade e o seu
espaço. O novo estômago fica com um tamanho de cerca de 50 ml.
Unindo-se a isto, é feito um desvio do intestino de cerca de 2
metros. O tamanho normal do intestino é de 7 metros. O intestino
desviado é ligado no novo estômago. Este tipo de cirurgia gera uma
má absorção dos alimentos, devendo-se tomar complexos vitamínicos
para o resto da vida, repondo as vitaminas necessárias para o bom
funcionamento do corpo. Em certos casos, há a necessidade de tomar
vitamina B12 (ferro) via intra-muscular. A perda de peso é rápida
e corresponde a cerca de 70% a 80% do excesso de peso. Quando o
alimento é ingerido em excesso, o paciente sente mal estar,
desconforto, que levam ao vômito. Não se coloca anel de silicone
nesta cirurgia.
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CIRURGIA DE
CAPELLA
Semelhante ao Bypass, só que com a colocação do anel, também há o
grampeamento do estômago e o desvio do intestino em cerca de 1
metro, ligando-o ao novo estômago. É colocado um anel de silicone
em torno do novo estômago, dificultando a passagem dos alimentos.
Este anel impede a dilatação da entrada do novo estômago. Tem a
mesma eficiência da operação por Bypass em Y de Roux, que não leva
anel. Também há uma má absorção dos alimentos, devendo o paciente
tomar complexos vitamínicos para repor as vitaminas necessárias ao
corpo.
Observe na figura o anel na passagem
para o estômago.
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CIRURGIA
DE SCOPINARO
Consiste na retirada parcial do estômago ou secção do mesmo,
reduzindo a sua capacidade em 50% e na secção do intestino
delgado, fazendo um desvio grande, ligando-o novamente ao
estômago. Nessa operação predomina a má-absorção. Ao contrário das
operações de Capella e Bypass, o estômago fica com um tamanho de
cerca de 300 ml, possibilitando o paciente comer bem mais do que
nos outros tipos de operação de Má Absorção de alimentos. Grande
parte dos alimentos ingeridos não são totalmente digeridos,
causando diarreias, no caso da ingestão de gorduras, e fezes e
flatos de odor fétido.
Nesta cirurgia a perda do excesso de peso está entre 80% a 95%.
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Derivação
Bilopancreática - Scopinaro Modificado - Domene
A DERIVAÇÃO BILIOPANCREÁTICA é conhecida como operação de
Scopinaro. É uma cirurgia mista, mais disabsortiva do que
restritiva.
Consiste em criar uma bolsa com cerca de 500ml de capacidade
(volume) no estômago pela aplicação de grampos metálicos
delicados, de aço titânio, chamados de sutura mecânica,
dividindo-se o estômago e fazendo-se uma anastomose
(ligação,junção) entre esta bolsa e o intestino delgado.
O
reservatório gástrico assim criado ao receber alimentos se
distende após conter cerca de 500ml o suficiente para informar
ao paciente que já está cheio, e o alimento passa diretamente
para o intestino delgado evitando as outras etapas de absorção
dos nutrientes, esta anastomose, ligação entre o estômago e o
intestino delgado possui um segmento muito longo de intestino
com 2,5metros, o que causa uma disabsorção intensa, logo o
paciente aproveita muito menos o alimento ingerido ou seja alem
de ser uma cirurgia pouco restritiva é uma cirurgia muito
disabsortiva. Em vista disso o paciente necessita de
acompanhamento rigoroso com médico e nutricionista, além de
fazer uso de medicações específicas para se evitar seqüelas
causadas pôr desnutrição e hipovitaminoses. Nesta cirurgia o
paciente tem a vantagem de comer bastante e mesmo assim perder
peso, tem que ingerir proteínas em grande quantidade(carnes) e
alimentos ricos em cálcio como derivados do leite (queijos
principalmente). Esta cirurgia é muito utilizada em pacientes
superobesos e supersuperobesos, pois leva a uma perda de peso
acentuada em torno de 90% do excesso de peso.
Esta técnica criada por um cirurgião brasileiro o Dr.Domene, de
São Paulo, tem uma grande vantagem que é a preservação do
estômago, evitando a amputação de um segmento grande deste
órgão, o que diminui as complicações alem de tornar a cirurgia
totalmente reversível.
Vantagens
1) Este procedimento em geral traz um alto grau de satisfação
para os pacientes, pois permite que o paciente coma mais
abundantemente que os procedimentos que causam restrição como
banda e derivação gástrica. Logo menor sequela de complicações
psicológicas relacionadas à dificuldade de ingestão alimentar,
se comparada às cirurgias com componentes restritivos
intensos.
2) Produzem a maior redução do sobrepeso pois proporcionam os
níveis mais altos de disabsorção. Logo é a mais indicada nos
super obesos.
3) Em um estudo de 125 pacientes se conseguiu uma redução de
74% do excesso de peso no final de um ano, de 78% do excesso
de peso aos 2 anos, de 81% aos 3 anos, de 84% aos 4 anos e de
91% aos 5 anos.
4) A manutenção da perda de peso a longo prazo com excelentes
resultados geralmente ocorre se o paciente segue as
orientações dietéticas, suplementação de vitaminas e minerais,
de exercícios e de conduta.
5) Nesta técnica não se retira o estômago como nas derivações
biliopancreáticas clássicas, logo é uma cirurgia reversível e
com menos complicações.
Riscos
1) Em todos os procedimentos de disabsorção existe um período
de adaptação intestinal em que os movimentos do intestino
podem ser muito líquidos e freqüentes. Esta condição diminui
com o tempo, porem pode se tornar em algo permanente para toda
a vida.
2) Podem ocorrer inflamações abdominais assim como material
fecal ou fezes fétido.
3) Se recomenda realizar uma supervisão vitalícia regular no
sentido de evitar desnutrição de proteínas, anemia,
enfermidades ósseas. também se requer um suplemento vitamínico
vitalício. Se tem observado que em termos gerais, se as
instruções em relação a comida e suplementos vitamínicos não
são seguidos, pelo menos 25% dos pacientes desenvolvem
problemas que precisam de tratamento. Podem ocorrer
dificuldades na absorção de ferro, cálcio, vitaminas A e D e
proteínas.
4) As mudanças da estrutura intestinal podem produzir um risco
aumentado de formação de cálculos biliares e a necessidade de
retirada da vesícula.
5) O desvio da via biliar, dos sucos digestivos pancreáticos e
outros sucos gástricos podem causar irritação intestinal e
ulceras, o que pode ser evitado por manobras cirúrgicas ou uso
de medicações.
6) Podem ocorrer a produção maior de gases intestinais, fezes
e flatos mal cheirosos, o que pode incomodar.
Texto enviado por
Melissa Machado da Silva. Obrigada, Melissa!
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Desvio Bilopancreático
com Preservação Gástrica (DBPPG)
Nessa técnica o estômago é também cortado, mas seu segmento distal
permanece conectado ao duodeno, liberando as substâncias
produzidas juntamente com a bile e suco pancreático na alça
biliopancreática.
Neste método operatório não são retirados pedaços das estruturas
abdominais, permitindo total reversibilidade desse tipo de
operação, caso isso seja necessário no futuro e determina menores
riscos para o procedimento.
A vesícula biliar também é preservada, entretanto necessita
acompanhamento pós-operatório porque também apresenta uma
incidência maior de formarem-se pedras em seu interior.
Dependendo do grau de obesidade pode-se modificar o tamanho das
alças intestinais - alimentar, biliopancreática e comum - fazendo
uma operação sob medida para cada paciente.
Para todas as operações disabsortivas, há um período de adaptação
intestinal, após o qual o funcionamento intestinal estabiliza-se
em uma média de três vezes ao dia.
Vantagens
- São as operações que determinam a maior e mais consistente perda
de peso de todas as técnicas atualmente empregadas;
- Devido a eficácia no processo de emagrecimento ela é mais
indicada nos indivíduo super-obesos;
- As operações resultam em substancial grau de satisfação dos
pacientes, principalmente porque podem comer refeições maiores ou
mesmo normais, em relação aos que são tratados com procedimentos
puramente restritivos;
Desvantagens
- As modificações na anatomia intestinal aumentam o risco de
formarem-se pedras na vesícula biliar; portanto, em algumas
técnicas, a vesícula é removida durante a operação;
- Desde que a bile e suco pancreático não percorrem seu caminho
normal, diminui também sua ação tampão sobre o ácido gástrico,
podendo levar a formação de úlceras. Isto pode ser evitado através
de manobras cirúrgicas ou medicação pós-operatória;
- Efeitos colaterais que podem incomodar são a presença de
produção maior de gases intestinais, fezes e flatos mal cheirosos;
- Os diferentes desenhos das operações promovem dificuldades
variáveis de absorção de ferro, cálcio, vitaminas A e D e
proteínas
- Longas "alças comuns" diminuem as complicações e reduzem a
necessidade de internações para tratar de problemas metabólicos,
mas a perda de peso também pode diminuir;
- O acompanhamento rotineiro para avaliar desnutrição protéica,
anemia e alterações ósseas é necessário;
- Suplementos nutricionais e vitaminas, bem como seguimento por
toda a vida são importantes para manutenção de saúde e bem estar
- Estes tipos de operações disabsortivas criam um mesmo curto
segmento de "alça intestinal comum";
- O tamanho da bolsa gástrica e comprimento do intestino
transposto são muito importantes na prevenção de uma excessiva
desnutrição. Portanto são diretamente dependentes da experiência
do cirurgião bariátrico.

FONTE e figura:
Nutro -
Cimamed
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Fontes:
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